11 de março de 2021

XERECARD - MOTORISTAS DE APLICATIVOS SÃO ALVOS DO MINISTÉRIO PÚBLICO EM MARABÁ/PA

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Motoristas de aplicativo que usaram adesivo ofensivo às mulheres, são alvo do Ministério Público no Pará


As empresas foram notificadas e os motoristas orientados a retirarem o adesivo “ Aceitamos Xerecard”. A frase, que é refrão da letra de um funk, sugere a prática de sexo com mulheres como moeda de troca pelo serviço de transporte de passageiros.

A Promotoria de Justiça de Violência Doméstica de Marabá iniciou na segunda-feira (8), Dia Internacional das Mulheres, uma campanha de adesivação dos veículos de transporte por aplicativo da cidade num ato de desagravo e apoio no combate da violência contra a mulher. Além de receberam um adesivo os motoristas de aplicativo receberam ainda um cartaz com os números dos canais de denúncia para colar atrás do banco do motorista.

A iniciativa é uma resposta do Ministério Pública a uma atitude preconceituosa dos motoristas de aplicativo que estavam rodando na cidade de Marabá com um adesivo com os dizeres “Aceitamos Xerecard”. A frase, que é refrão da letra de um funk, sugere a prática de sexo com mulheres como moeda de troca pelo serviço de transporte de passageiros.

Foto: divulgação

Após tomar conhecimento da situação a Promotoria de Violência Contra a Mulher de Marabá abriu procedimento que resultou na expedição de uma Recomendação às empresas de transporte por aplicativo da cidade solicitando que as mesmas notificassem todos os motoristas cadastrados a retirarem o adesivo colado nos veículos.

Em reunião virtual ocorrida no último dia 4 de março entre as promotoras Justiça da Violência Doméstica de Marabá, Paula Gama e Alexssandra Mardegan, com os representantes de motoristas de aplicativos de Marabá das empresas Urbano Norte, FLIPMOB, LOSAMO, MOBCAR, GARUPA e BORA 94) 99 e UBER foi debatida a veiculação do adesivo, que inclusive tem o símbolo da empresa multinacional “Mastercard”.

Na reunião os representantes das empresas foram alertados sobre a violação dos mais basilares preceitos da dignidade da pessoa humana, ferindo a Constituição Federal e a Lei Maria da Penha. Diante da gravidade da atitude, os representantes das empresas ofereceram propostas a fim de reverter a situação como o oferecimento de descontos no dia das mulheres e sorteio de brindes, por exemplo.

Foto: Divulgação

Além da ação promovida nesta segunda-feira pelo Ministério Público, as empresas de veículos de aplicativo também deverão divulgar em seus grupos de rede social uma campanha específica sobre o tema, demonstrando repúdio a violência contra a mulher. (Fonte: MPPA)

SEM NOÇÃO

No entender deste blog, tais 'profissionais' são sem noção dos requisitos da profissão, da falta de urbanidade, de empatia porque, para eles, as passageiras são negociantes do sexo, o que inclui as mulheres de suas casas. Ou será que elas não usam os aplicativos de corrida? Esse tipo de 'profissional' deve ser banido da profissão. Este caso me lembra o de um mototaxista itaitubense que falou que 'comia' suas passageiras e depois  veio com a esfarrapada desculpa de que outra pessoa tinha pego seu ceular....

Alías, com tal adesivo no carro, quando eles carregam seu familiares mulheres não estão dando a entender que elas, também, poderiam ter feito a troca de sexo por corrida?


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