13 de outubro de 2020

ITAITUBA/PA - POLÍCIA FEDERAL DEFLAGRA SEGUNDA FASE DA OPERAÇÃO OURO FRIO

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Divulgação

A Polícia Federal (PF) está dando sequência à segunda fase da Operação Ouro Frio, que tem por objetivo o combate à exploração ilegal de ouro no Pará. De acordo com os investigadores, as ações, retomadas ontem (12), visam ao sequestro de aproximadamente R$ 14 milhões em bens. Até o momento, foram apreendidos mais de 44 quilos de ouro aquando da primeira fase da operação.

Na primeira fase da Operação, que seu deu no dia 11 pretérito, a Polícia Federal apreendeu em Santarém, no oeste do Pará, quatro aeronaves e 72 barras de ouro, avaliadas em R$ 14,8 milhões. O trabalho faz parte da operação "Ouro Frio", para combater garimpos clandestinos e o "esquentamento" do ouro para criar uma falsa legalidade ao minério extraído ilegalmente.

Nesta ação, somente em um dos endereços em Santarém, os agentes encontraram 72 barras de ouro dentro de cofre, que totalizaram 44,9 kg, em uma das residências alvo da operação. No mesmo lugar, também foram apreendidos R$ 149 mil e US$ 20 mil, em espécie. Em um hangar, no mesmo município, foram apreendidos quatro aviões, cuja suspeita é que fossem usados no transporte do ouro ilegal.

Os policiais cumpriram oito mandados de busca e apreensão nos municípios de Santarém e Itaituba, sudoeste do Pará.

Apreensões realizadas na primeira fase da Operação Ouro Frio

A PF informa que as ações da Ouro Fino decorrem da Operação Verde Brasil 2, que abrange “um conjunto de atividades estruturadas focadas na proteção e preservação da Amazônia e demais biomas”. Além dos policiais federais, a operação conta com a colaboração de militares e fiscais do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) em Santarém, no Pará.

Em nota, a PF diz que a missão consiste na inutilização de máquinas e destruição de pistas de pouso usadas para abastecimento de garimpos clandestinos situados na Reserva Biológica Maicuru, localizada dentro da área paraense conhecida como Renca (Reserva Nacional do Cobre e seus Associados), região que é considerada inóspita e de difícil acesso.

Apreensões realizadas na primeira fase da Operação Ouro Frio

Nesta fase da operação, os investigadores tentam identificar a cadeia criminosa que está envolvida com exploração ilegal de ouro, o que inclui, além da extração, o processamento e a comercialização do metal – crimes que estão previstos pelas leis 8.176/91 (usurpação de bem da União) e 9.605/98 (lavra clandestina).

Os infratores podem pegar penas que, somadas, podem ser superiores a cinco anos de detenção.

Matéria adaptada de Agência Brasil
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