18 de março de 2022

CASO MORADOR DE RUA - 'CASAMENTO CONTINUA', AFIRMA PERSONAL. NOVO VÍDEO MOSTRA AGRESSÕES

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'Casamento continua', diz personal trainer que agrediu sem-teto após vê-lo ter relações sexuais com sua mulher
Mulher teria tido um surto e estaria internada sob uso de medicamentos, disse em entrevista ao portal O Globo

Eduardo e Sandra: marido diz que esposa vinha sofrendo com problemas psicológicos Foto: Reprodução

RIO - O personal trainer Eduardo Alves de Sousa, de 31 anos, que teria agredido um morador de rua, após vê-lo ter relações sexuais com sua mulher, afirmou que o seu casamento continua mesmo após o episódio tê-lo abalado sobremaneira. O caso é investigado pela Polícia Civil do Distrito Federal.

Mulher repassou bíblia dada pelo marido ao morador de rua com quem, mais tarde, seria encontrada tendo relação sexual; polícia investiga se houve abuso Foto: Reprodução

Segundo o relato do homem, a mulher teria tido um surto e estaria internada sob uso de medicamentos. Sandra Mara Fernandes, de 33 anos, não estaria ciente da repercussão do caso.

— Não é por um fator que ocorreu, como um surto, que eu vou desconhecer a pessoa com que eu convivi por 3 anos — disse o personal trainer em entrevista ao site Metrópoles ao ser questionado sobre o futuro do relacionamento com a mulher: — Meu casamento continua.

O episódio aconteceu na noite do dia 9 de março. Eduardo Alves conta na entrevista que tinha saído à procura da mulher, que desaparecera.

Homem ficou com o rosto desfigurado após ter sido flagrado transando com esposa de personal trainer; caso é investigado Foto: Reprodução


A mãe do personal trainer teria dito que, horas antes, Sandra teria dado uma Bíblia para um morador de rua no Setor Tradicional, do município de Planaltina. Mais cedo naquele dia, ambas participaram de uma ação de caridade no local promovida pela igreja evangélica que as duas frequentavam.

O homem teria partido então para o local, onde flagrou a mulher tendo relações sexuais com um morador de rua, dentro do próprio carro. Eduardo Alves agrediu então o sem-teto.

— Eu conheço a Sandra, não é da índole dela — disse Alves, apontando que a mulher não fazia uso de nenhum medicamento:

— Temos um relacionamento de 3 anos. Durante esses anos, não teve um caso dela ter surtado.

Ainda de acordo com o relato do homem na entrevista, Sandra havia começado a frequentar a Igreja recentemente, apenas três dias antes. Em um aúdio obtido pelo GLOBO, a mulher afirma que enxergava o morador de rua ora como Eduardo, ora como Deus.

Eduardo Alves se diz preocupado com a honra da mulher, que passou a ser alvo de chacota. Para preservar a família, ele diz ter deletado os seus perfis das redes sociais.

A Polícia Civil investiga o caso em sigilo, de acordo com o delegado Diogo Cavalcante, da 16ª DP de Planaltina. A autoridade policial afirmou que, em momento oportuno, irá se manifestar. Até agora, nenhuma das partes foi indiciada. O personal trainer afirma que a esposa está internada num hospital público e, em vídeo, fez um apelo para que a situação não seja tratada como um episódio de traição, mas sim de abuso sexual.


Gravações feitas por câmeras de segurança mostram, em outro ângulo, as agressões sofridas por um morador de rua, de 48 anos, na noite de 9 de março, em Planaltina. Nas imagens, é possível ver o homem sendo jogado contra o carro violentamente. Logo em seguida, a vítima é espancada com chutes e socos na cabeça.




Mesmo desmaiado, o homem segue sendo alvo de ataques furiosos do personal trainer Eduardo Alves, 31. O educador físico cometeu a agressão após flagrar a mulher fazendo sexo com o sem-teto. O caso foi revelado pela coluna Na Mira.

No vídeo, não é possível ver qualquer reação do morador de rua, que fica deitado na calçada. A mulher, sem qualquer reação diante do flagrante, chega a sair do carro, sem roupa, enquanto o personal segue falando ao celular e chutando a vítima.

Eduardo diz ter agredido o morador de rua justamente por ter certeza de que a esposa sofria violência sexual. Antes de retirar à força o sem-teto do veículo, o personal bateu com tanta força no automóvel que trincou o vidro do para-brisa.

Informalmente, em relato aos policiais que atenderam à ocorrência, a mulher – que, segundo o marido, está sob cuidados médicos na rede pública de saúde – disse que as relações sexuais foram consentidas. Uma testemunha ouvida pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) confirmou a versão. Depois da confusão na rua, todos foram conduzidos à 16ª Delegacia de Polícia (Planaltina), que investiga o caso em sigilo.

Em áudios obtidos pela reportagem, a mulher afirma a uma conhecida que toda a ação foi consentida. Em um primeiro momento, o morador de rua teria solicitado doações e pedia para ser curado. “Me deu vontade de dar um abraço nele”, disse.

Em seguida, o homem teria pedido para fazer carinho nos pés dela. “Eu senti uma coisa tão boa”, pontuou a mulher.

Ao longo do relato, ela explica que começou a ter visões de Deus. Já em outros momentos, a mulher narra a visão de que o morador de rua seria seu companheiro. Ainda em via pública, os dois teriam seguido na troca de carinhos, de acordo com a mulher. O resultado, como descrito no áudio, foi um beijo entre os dois na frente da sogra, situação que deixou a mãe do personal incrédula. “É o meu propósito, deixa eu receber o meu propósito”, teria dito a mulher à sogra.

Depois do beijo, o morador de rua entrou no veículo, em busca de um local mais reservado. “Fui procurando pela rodoviária um lugar escuro e vazio pra gente ficar junto. Eu senti a necessidade de deixar ele entrar no meu carro”, declarou ela na gravação.

Veja o vídeo das agressões:


Fonte: O Globo e Metrópolis
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