24 de julho de 2020

COVID-19 - ESTADOS UNIDOS, EM MAIO, PROJETARAM 90 MIL ÓBITOS PARA O BRASIL

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Pesquisa dos EUA projeta 90 mil mortes por covid-19 até agosto no Brasil

Por Estadão Conteúdo (Publicado em: 14/05/2020)

Coronavírus: Brasil deve registrar mais de mil mortes por dia entre 17 de junho e 9 de julho, diz pesquisa (Buda Mendes/Getty Images)

O Brasil parece que vai quebrar a previsão dos Estados Unidos, feita em maio passado, de que teríamos somente em agosto mais de 90 mil óbitos, posto que na data de hoje o Brasil chegou a 85 mil falecimentos por covid-19, conforme o consórcio de de veículos de imprensa. E, se também depender da teimosia de nossa presidente e de seus aliados, infelizmente esse patamar pode chegar bem mais cedo ao lar de milhares de brasileiros, infelizmente. 

Leia abaixo a matéria:

Com mais 749 mortes em 24 horas, o Brasil chegou ontem (13/05/2020) a 13.149 vítimas pela covid-19, segundo o Ministério da Saúde. Mas o País pode ter cerca de 90 mil mortes em decorrência do coronavírus até agosto, conforme o principal modelo estatístico que tem embasado as políticas de saúde da Casa Branca, nos EUA.

Pela primeira vez, o Institute for Health Metrics and Evaluation (IHME), um centro de pesquisa dentro da faculdade de Medicina da Universidade de Washington, fez projeções sobre países da América Latina e chamou a atenção para a situação do Brasil. A previsão inicial do IHME é que o País tenha média de 88.305 mil mortes até 4 de agosto, dentro de intervalo que estima mínimo de 30,3 mil mortes e máximo de 193,7 mil.

As previsões são atualizadas conforme se divulgam novos dados, como número de infectados e internados, e também podem ser alteradas por mudanças nas políticas públicas adotadas em cada país. No mesmo período, México e Equador devem ter cerca de 6 mil mortos e o Peru, 5 mil, pelo modelo.

Os momentos mais sombrios ainda estão para chegar e o Brasil continua rumo a um pico das infecções. O modelo aponta que o País deve registrar mais de 1 mil mortes por dia entre 17 de junho e 9 de julho, com o pior momento no dia 24 de junho, com 1.024 óbitos.

A partir daí, se confirmadas as projeções, o Brasil ficaria com essa média de mortes diárias até o início de julho, quando a curva começaria a baixar. Ainda assim, o patamar de mortes por dia se manteria elevado, com mais de 750 fatalidades a cada 24 horas ainda em agosto.

Nos EUA, a Casa Branca usou o IHME quando o presidente Donald Trump estimou no fim de março que entre 100 mil e 240 mil americanos poderiam morrer em decorrência da covid-19 na primeira onda de contágio, mesmo com a adoção das medidas de distanciamento social. Sem elas, disse Trump na época, o vírus poderia matar até 2 milhões de americanos. O país registra 83,6 mil óbitos.

Ao verificar a capacidade hospitalar, o IHME traça um cenário também desolador para o Brasil. Os especialistas avaliam que desde o dia 3 de maio o País opera com menos unidades de tratamento intensiva (UTIs) do que o necessário para atender todos que precisam e a situação tende a piorar.

Em 28 de junho, o País terá 11.178 pacientes que necessitarão de leitos de UTI, mas apenas 4.060 à disposição, segundo o estudo. Só em agosto o número de leitos ofertados para tratamento intensivo ficará próximo à demanda.

Nos EUA, críticos ao modelo do IHME apontam que as projeções preveem um fim do pico de infecções mais rápido do que o que tem sido registrado, o que leva a número de mortes subestimado pelos pesquisadores de Washington. A previsão já foi atualizada algumas vezes, sendo a projeção atual de 147 mil mortes para a primeira onda de contágio dos americanos.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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