15 de fevereiro de 2022

COVID-19 - DEFENSOR DA IVERMECTINA RECEBEU MAIS DE R$1 MILHÃO PARA FAZER PROPAGANDA DO REMÉDIO

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Negócio lucrativo: Médico que criticou as vacinas e espalhou maravilhas sobre o ivermectina no tratamento para a Covid-19 recebeu R$ 1,3 milhão de farmacêutica produtora do remédio

Antonio Pedro Machado

O médico português Antonio Pedro Machado, um dos principais defensores da ivermectina como método de tratamento para a COVID-19 na Europa, recebeu, desde 2014, mais de 224 mil euros de uma farmacêutica que produz e fornece o medicamento. A informação é da CNN Portugal.

O pagamento partiu da A. Menarini Portugal – Farmacêutica, S.A., pertencente ao Menarini Group, empresa que fabrica o Ivecop, medicamento à base de Ivermectina.

Ao todo, Machado recebeu 224.184 euros (R$ 1,3 milhão de reais na cotação de hoje) de diversas formas diferentes. Uma parte era por meio de patrocínios para conferências e outra parte em pagamentos por consultorias ao grupo farmacêutico.

Somente um evento do grupo, organizado pelo médico, em 2021, rendeu 119 mil euros para Machado.


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Já foi comprovado que a Ivermectina não tem qualquer efeito no combate contra a Covid-19 e o principal órgão em saúde e vigilância sanitária de Portugal, a Autoridade Nacional da Farmácia e do Medicamento (Infarmed), a Anvisa de Portugal, não recomenda o uso desse medicamento. A vacina é o método mais certo que se tem registro para atenuar a doença.

Diante das denúncias, o médico, também crítico das vacinas, se pronunciou e admitiu que fez trabalhos de consultoria para a Menarini, mas preferiu não comentar se a defesa do medicamento contra o coronavírus era um conflito de interesses.

MÉDICO SE DIZ ARREPENDIDO


Pasquale Bacco Imagem: ilRestodelCarlino

O médico italiano Pasquale Bacco, de 49 anos, que se destacou negativamente por ignorar os riscos do novo coronavírus, se arrependeu. Em entrevista para o site ‘El Mundo’, Bacco afirmou: “temos sido grandes covardes, todos nós antivacinas“.

E ele foi além: “Nós éramos uns grandes sacanas, não escondo, essa é a verdade. Um dia nós deveríamos ser responsáveis por essas coisas. Infelizmente. Por isso eu pedi desculpas a todos, mas esse perdão é inútil“.

Bacco afirmou: “temos sido grandes covardes, todos nós antivacinas“.

E ele foi além: “Nós éramos uns grandes sacanas, não escondo, essa é a verdade. Um dia nós deveríamos ser responsáveis por essas coisas. Infelizmente. Por isso eu pedi desculpas a todos, mas esse perdão é inútil“.

Durante o período mais severo da pandemia, o médico italiano participou de eventos chamados de ‘dia sem medo’, quando palestrava para centenas de pessoas com muita teoria da conspiração e desinformação. Perguntado sobre quando mudou de ideia, ele respondeu:

“Quando vi um rapaz de 29 anos morrer de Covid-19. Ele tinha os vídeos dos meus comícios nas manifestações dos não vacinados no celular. A família me disse que ele era meu fã. Não me contaram com raiva, pelo contrário, e isso me machucou ainda mais. Eu sinto que a morte foi minha culpa. E a coisa ainda me incomoda hoje. Não era um credo para mim. Quando eu vi a realidade com meus próprios olhos, eu percebi que estava errado”.

Agora, Paquale Bacco diz que tenta remediar seus erros. “Tento fazer as pessoas abrirem os olhos. Fui vacinado, estou suspenso da ordem médica por seis meses e não apelei, porque sinto que estava errado. Ser antivacina pode ser um negócio e a oportunidade transforma um homem em ladrão”, conclui.

Em um vídeo no Instagram em dezembro, logo após a “conversão”, ele convidou seus seguidores a se vacinarem: “A vacina é a única forma concreta e eficaz de combater esse vírus e essa doença que estão matando muitas pessoas, inclusive muitos jovens, mesmo os saudáveis“.

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