5 de janeiro de 2021

CASO PADRE - FORÇA TAREFA SANTARENA BUSCA ELUCIDAR HOMICÍDIO DE PADRE RONALDO

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DPC Raíssa Beleboni

Na manhã desta segunda feira (04), a Delegada Raíssa deu uma coletiva de imprensa na Delegacia de Polícia para falar sobre alguns assuntos pertinentes à criminalidade em Santarém. E no momento, o caso de maior repercussão é a morte do padre Ronaldo que ainda não tem muitas explicações concretas.

No início da coletiva, a delegada avisou aos presentes que na ocasião não seriam respondidas perguntas, pois seria dado apenas um resumo das informações já coletadas e quais os próximos passos da investigação. Segundo ela, conforme novos dados puderem ser divulgados, haverá nova reunião conjunta para a apresentação dos fatos a toda a população.

Em sua narrativa, Raíssa Beleboni comunicou que na tarde de ontem (03), por volta das 13 horas, foram acionados para verificar sobre o corpo do nacional conhecido como padre Ronaldo, identificado como José Ronaldo Gomes de Brito, pároco de uma das igrejas da cidade de Belterra, que havia sido localizado no bairro Bela Vista do Juá, na cidade de Santarém. De início foram feitos os acionamentos de praxe pela equipe plantonista e de imediato foi formada, por determinação do superintendente e da diretoria da seccional, uma força tarefa para que apoiassem a equipe plantonista nessas diligências iniciais, da qual participaram policiais civis da delegacia de homicídios, da diretoria da seccional e do núcleo de inteligência.

No local onde foi confirmada a morte do padre Ronaldo, foi feito o levantamento pericial de maneira bastante detalhada, verificando que na casa, que era de propriedade dele e de uma terceira pessoa, havia uma grande quantidade de pratos e talheres, indicativo de que tinha havido, como ele mencionou para um conhecido, uma confraternização. Após essas diligências iniciais foi feito o levantamento pericial e o encaminhamento do corpo para a realização de exame necroscópico. Ainda na tarde de ontem foi realizado o registro da ocorrência policial com base, tendo como relator um representante da arquidiocese de Santarém, e também já iniciados os depoimentos de pessoas próximas a vítima.

Segundo a delegada, “o objetivo nesse momento é esclarecer um pouco mais sobre a rotina do padre, o porquê dele estar em Santarém, o que estava acontecendo naquela noite e todas as circunstâncias que antecederam a sua morte.

As causas da morte e as circunstâncias em que ela ocorreu serão apuradas ao longo das investigações, principalmente através do exame realizado pelo centro de perícias. Então, seguimos com as diligências em andamento pela delegacia de homicídios e ao longo da semana serão realizadas outras oitivas e diligências necessárias. Como foi veiculado já ontem pela imprensa e redes sociais, na madrugada do dia primeiro de janeiro uma pessoa foi presa na condução de um veículo que seria da arquidiocese de Santarém e que estaria sob a responsabilidade do padre Ronaldo.

Todas as informações relativas a essa prisão serão apuradas e incluídas na investigação da morte para que a gente possa apurar se existe relação entre os fatos. O suspeito, cuja foto foi bastante veiculada, ainda não foi ouvido. Então conforme formos tendo informações novas que possam ser divulgadas, estas serão repassadas à imprensa para que a população possa acompanhar.

 Cristian Roberto, suspeito

A gente entende que é uma situação que trouxe muita repercussão por ser um padre muito querido, que atuava tanto em Belterra quanto na pastoral carcerária. Então essa é a nossa prioridade no momento. Nós seguimos nessa força tarefa com o empenho dos policiais civis de Santarém para que a gente possa elucidar o mais rápido possível o que aconteceu com o padre Ronaldo”.

ENTENDA O CASO

Em atualização sobre o caso da morte do Padre Ronaldo, informações divulgadas relatam que o principal suspeito, Cristian Roberto, de 19 anos, se apresentou na 16ª Seccional de Polícia Civil nesta segunda-feira, 04, e confessou o crime. De acordo com Cristian, o crime ocorreu quando os dois faziam uma comemoração da virada de ano, na noite do ano novo. Para a polícia, além de confessar o crime que, segundo ele, se deu com um único golpe de faca no pescoço do padre José Ronaldo de Brito, de 37 anos, ele também relatou que mantinha um relacionamento de cunho amoroso com o padre. Após o assassinato, Cristian ainda pegou o carro que estava com o padre e tentou se evadir, porém acabou sofrendo um acidente de trânsito na Rodovia Fernando Guilhon.

O motivo do assassinato seria por conta de um desentendimento entre eles. Embora diga ter esfaqueado padre Ronaldo no pescoço, a necropsia realizada pelo IML em seu corpo não apresenta qual a causa da morte por conta do avançado estado de decomposição em que ele se encontrava.

Por não ter mandado de prisão contra ele, Cristian Roberto foi liberado da delegacia após seu depoimento e irá aguardar em liberdade até que a justiça tome alguma decisão cabível.


RG 15/ O Impacto
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