10 de maio de 2020

RONDONÓPOLIS/MT - DECRETADA PRISÃO DE VAGABUNDO QUE VENDEU MONITORES FEITO RESPIRADORES

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Outro suspeito, que seria o responsável pela negociação com a prefeitura, foi preso no dia 30 de abril. A prefeitura comprou, no mês passado, 22 respiradores para atender pacientes graves com Covid-19 e pagou R$ 4 milhões por eles.

Por Emerson Sanchez, TV Centro América

Empresa teria adulterado monitores cardíacos para parecerem ventiladores pulmonares — Foto: Polícia CIvil

O segundo suspeito de envolvimento na venda de respiradores falsos à Prefeitura de Rondonópolis, a 218 km de Cuiabá, no mês passado, foi identificado pela Polícia Civil e teve a prisão preventiva decretada pela Justiça, no entanto, está foragido.

O outro suspeito, que seria o responsável pela negociação com a prefeitura, foi preso no dia 30 de abril e está na Penitenciária Major Eldo de Sá, conhecida como Mata Grande, em Rondonópolis, e deve responder por estelionato contra a administração pública.

Segundo as investigações, a empresa que vendeu os equipamentos falsos é de fachada e está no nome desse segundo envolvido que é procurado pela polícia.

“Ele não participou de nenhuma negociação com a prefeitura, mas está ciente do golpe, pois ele cedeu o nome dele para fazer as transações”, explicou o delegado Santiago Sanches.

A Polícia Civil disse ainda que a previsão é que o inquérito referente ao caso seja concluído ainda nesta quinta-feira (7).

Os investigadores da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) do município já estiveram duas vezes em Palmas (TO), onde fica a empresa de fachada que vendeu os respirados falsos. Na cidade, dois veículos foram apreendidos.
Empresa pediu à prefeitura para não abrir caixas antes do dia 4 de maio, mas a fraude foi descoberta antes — Foto: Polícia Civil

O delegado disse ainda que não há possibilidade de que alguém da administração municipal tenha envolvimento no esquema. Ele afirmou que o primeiro preso é o suspeito de ser o principal responsável pelo esquema.

“Ele próprio que operacionalizou essa troca. Ele foi o responsável por adquirir os equipamentos que foram entregues em Rondonópolis. Ele mesmo adquiriu os monitores por intermédio de uma empresa no nome dele. Ele também foi o responsável por mandar fabricar os carrinhos em Goiânia e colocou os adesivos da marca”, disse.

Dos R$ 4 milhões pagos pela prefeitura na compra dos respiradores falsos, R$ 3 milhões já foram recuperados pela polícia.

Prefeitura comprou 22 respiradores para atender pacientes com Covid-19 — Foto: Polícia Civil

A compra

Os respiradores foram comprados para atender pacientes graves da Covid-19 no município. Conforme o último boletim divulgado pela Secretaria Estadual de Saúde (SES-MT), nessa quarta-feira (6), foram confirmados 50 casos da doença no município e duas mortes.

Após negociações, uma equipe da Prefeitura de Rondonópolis foi até a Goiânia para buscar os aparelhos.

Antes de fazer o carregamento, foram feitas fotos dos equipamentos e encaminhadas para a Secretaria de Saúde, sendo demonstrados pelos adesivos que se tratavam dos ventiladores pulmonares.

Desta forma, o pagamento foi efetuado pela prefeitura, porém, quando os equipamentos chegaram, na quarta-feira (22), na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) foi constatada falsificação, pois se tratavam de monitores com aparência de respiradores, sendo colocados adesivos e manuais como sendo de respiradores.

Antes que a equipe da prefeitura descobrisse a fraude, um representante da empresa entrou em contato com a UPA solicitando para que não abrissem as caixas dos aparelhos até o dia 4 de maio, ocasião em que um autorizado viria até a cidade para a instalação dos equipamentos.

No entanto, antes do prazo estabelecido pela empresa, foram constatadas as irregularidades pela secretaria, que denunciou o caso.

O prefeito José Carlos do Pátio disse que um representante da empresa que teria vendido os equipamentos falsos foi até o município, na semana passada, para fazer uma proposta para entrega de respiradores verdadeiros num prazo maior, tendo em vista a pouca oferta do produto no mercado mundial.

No entanto, José disse que não aceitou o novo prazo, o qual não foi divulgado. A empresa, então, se prontificou a apresentar nessa quinta-feira (30) uma nova contraproposta.

Nota do blog: É incrível como a maldade de certos 'humanos' persiste mesmo em momento de grande dor à humanidade, como a desses dois homens que, infelizmente não constam os nomes na postagem original, nem da empresa. Nem no sítio da Prefeitura de Rondonópolis/MT consta quaisquer informações acerca dessa falsa venda!

Não entendo o motivo de não se revelar os nomes das duas pessoas infames e nem da empresa.
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