ITAITUBA/PA- POMBOS TAMBÉM CAUSAM MENINGITE

Assim como os caramujos invadiram Itaituba, existe uma outra praga a olhos vistos da população itaitubense, há muito vista e negligenciada por todos, que causa até mais doenças que os caramujos africanos. São os pombos, aves que são vetores de sérias enfermidades, inclusive a meningite. Porém, até hoje, apesar das diversas evidências dos males causados, nada foi feito; nem campanha para esclarecimento acerca dos riscos apresentados por esses animais.

Mas se você acha que os pombos são animais simpáticos? Sabia que a pomba branca é uma ave considerada um símbolo da paz? Talvez o que você não saiba é que os pombos podem trazer sérios riscos à saúde da população.

Muitas pessoas gostam de alimentá-los com pedaços de pão, restos de comida, pipocas, que são alimentos inadequados, que viciam os animais e prejudicam a sua saúde. Os pombos dificilmente são caçados por outros animais, por isso sua população cresce muito rápido.

Um problema indireto é causado pelas pessoas que jogam alimento para essas aves em espaços abertos. O alimento que não é completamente consumido, já que atualmente há várias pessoas colocando comida para os pombos, acaba por propiciar o crescimento da população de ratos, baratas, etc. Se a comida for jogada próximo ao condomínio ou nas imediações, atrairá estes bichos, o que comprometerá os cuidados com a higiene da área, implicando em riscos para os moradores.

Aqui em Itaituba, conforme mostram as imagens feitas na manhã desta terça-feira, 14, na Feira da Balsa, e que ilustram esta matéria, há muito tempo estes pombos são alimentados  por pessoas às proximidades da Feira, colocando em risco os transeuntes, os frequentadores da Feira, além dos próprios feirantes, pois se sabe que estas aves se empoleiram nas redondezas da Feira, onde fazem suas necessidades que, após dissecadas pelo calor do Sol, viram pó e podem contaminar essas pessoas e até os produtos vendidos na Feira, ampliando o risco de contaminação.

Deviam ter uns 200 pombos sendo alimentados na manhã de hoje na av. São José, em frente à Feira da Balsa.

Os pombos costumam morar em edificações, fazendo seus ninhos em telhados, forros, caixas de ar condicionado, marquises, etc. Mas, além de causarem prejuízos ao danificar as estruturas dos prédios, tornaram-se um grave problema de saúde, provocando doenças graves, que podem levar à morte ou deixar sequelas.

Pombos trazem perigos à saúde pública

Os pombos (Columba livia) são originários da Ásia Ocidental. Eles foram trazidos para o Brasil no início do século XIX por ordem de Dom João VI com o objetivo de enfeitar as cidades, provavelmente tendo como inspiração a presença destas aves em cidades europeias, como Veneza.

Entre essas doenças, podemos citar:

- criptococose: transmitida pela inalação da poeira contendo fezes secas de pombos. Compromete o pulmão e pode afetar o sistema nervoso central, causando alergias, micose profunda e até meningite subaguda ou crônica.
- dermatites: parasitose causada pelo piolho do pombo, que provoca erupções na pele e coceiras semelhantes às de picadas de insetos.
- histoplasmose: doença provocada por fungos que se proliferam nas fezes de aves e morcegos. A contaminação ao homem ocorre pela inalação dos esporos (células reprodutoras do fungo).
- ornitose: doença infecciosa provocada por bactérias. A contaminação ao homem ocorre pelo contato com aves portadoras da bactéria ou com seus dejetos.
- salmonelose: causada pela ingestão de ovos ou carne contaminados pela bactéria Salmonella spp. presente nas fezes de pombos e outros animais. Gera uma toxinfecção alimentar com sintomas como febre, diarreia, vômitos e dores abdominais.

Quanto tempo vive um pombo?

Em seu ambiente natural, pode viver até 15, 16 anos. Porém, na cidade, normalmente costuma viver de 3 a 5 anos apenas.

Medidas de proteção e controle

É muito importante para nossa saúde controlar a população de pombos, fazendo com que eles procurem locais mais adequados para viver, com alimentação correta e longe dos perigos das cidades. Entre as medidas que podem colaborar para este fim, temos:

- nunca alimentar os pombos.
- não deixar restos de alimentos que possam servir de alimento aos pombos, como ração de cães e gatos.
- colocar telas em varandas, janelas e caixas de ar condicionado.
- tapar buracos ou vãos entre paredes, telhados e forros.
- retirar ninhos e ovos.
- umedecer as fezes dos pombos com desinfetante antes de varrê-las.
- utilizar luvas e máscara para cobrir o nariz e a boca ao fazer a limpeza do local onde estão as fezes.

Duas mortes confirmadas em São Paulo

Dois homens faleceram recentemente no Estado de São Paulo. Eles eram moradores da cidade de Santos, situada na região litorânea do mesmo. Seus casos foram semelhantes e eles nem se conheciam. Estavam sofrendo com diversos sintomas, como forte cefaleia, febre, tontura e fadiga constante. Foram diagnosticados com diversas doenças, mas o quadro só piorava.

Um deles era José Wilson de Souza, empresário, de 56 anos. Depois de muitas tentativas de tratamento para as mais diversas doenças, ele sofreu um acidente vascular cerebral e entrou em coma. Extremamente enfraquecido e sem o tratamento adequado, ele veio a óbito no hospital Beneficência Portuguesa, dias depois.

Outra vítima da doença do pombo foi o cinegrafista Mauro Sérgio Senhorães, com apenas 43 anos. Ele estava tentando encontrar uma solução para sua doença há quatro meses, mas o corpo não resistiu. Assim como José, também Mauro acabou falecendo no hospital, dessa vez a Santa Casa de Santos.

Apesar de ser extremamente grave, a doença do pombo não entra na lista nacional de doenças de notificação compulsória. Por isso, segundo o Ministério da Saúde, os hospitais não tiveram acesso à essa possibilidade por meio de notificações legais. Outro agravante é que “não são objeto de vigilância epidemiológica, por isso não existem dados epidemiológicos da ocorrência, magnitude e transcendência da criptococose em nível nacional”.

Sintomas

Essa doença é transmitida pelo pó das fezes secas da ave, quando em suspensão no ar, sendo inaladas. Junto com os dejetos, são inalados também os C. neoformans, fungos oportunistas que atacam o corpo, de dentro para fora. São mais comuns no Norte e Nordeste do país, mas podem estar em qualquer telhado do país.

Fontes:
http://bvsms.saude.gov.br/bvs/dicas/238_pombos.html

https://www.dicasonline.com/mortes-por-doenca-do-pombo/?utm_medium=org&utm_campaign=&utm_source=fb&utm_content=p_20096

https://www.sobiologia.com.br/conteudos/Curiosidades/pombos.php

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